17th Biennale of Sydney

Pra quem não sabe, até o dia 1º de Agosto tá rolando na Austrália a 17ª Bienal de Sydney. O tema dessa edição é “Songs of Survival in a Precarious Age”, inspirado na compilação de gravações históricas “Anthology of American Folk Music” lançada  pelo cineasta experimental americano, antropólogo e musicólogo Harry Everett Smith em 1952. O álbum é considerado um marco para o renascimento da música folk norte-americana entre as décadas de 50 e 60.

Ok, mas o que isso tem a ver com a bienal? A questão é que Smith não participou apenas da produção do áudio da compilação de discos, mas também da produção dos encartes a serem utilizados na obra. E aí que está o ponto chave: a técnica de colagem fragmentada utilizada na produção prenunciou algumas obras pós modernas. Cada um dos três discos duplos recebeu a mesma arte na capa, uma gravura de Theodore de Bry de um instrumento denominado “Celestial Monocórdio”, tirada de uma obra mística do cientista e alquimista Robert Fludd. Cada capa recebeu uma cor diferente, de forma que cada uma delas se relacionava a um elemento alquímico diferente: água (verde), fogo (azul) e ar (vermelho).

A organização dos elementos visuais e sonoros nos padrões utilizados na obra de Smith, inédita até então, representou um marco na produção artística e influenciou o meio nos anos posteriores.

Agora voltando a Bienal, interessante foi a percepção que o pessoal da Barnbrook teve para criar a identidade visual da exposição. Misturando fontes, ilustrações e padrões através de justaposições com referências a história da impressão, criou-se uma linguagem contemporânea. A composição da técnica é formada basicamente por três tons de cor (preto, branco e vermelho) e por camadas que mesclam ilustrações com referência científica, formas geométricas e técnicas de impressão, conforme abaixo:

A identidade visual da Bienal já é uma obra de arte exposta por todos os 7 locais de exposição em Sydney, e lá você ainda encontra cerca de 440 trabalhos de 136 diferentes artistas de 36 países diferentes. Confira abaixo algumas amostras:

Cai Guo-Qiang - "Inopportune: Stage One", 2004

Tsang Kin-Wah - "The First Seal – It Would Be Better If You Have Never Been Born…", 2009

Lara Baladi - "Perfumes & Bazaar, The Garden of Allah", 2006

Roxy Paine - "Neuron", 2010

Bom né? E pra quem quiser mais informações sobre a 17th Biennale of Sydney, o site oficial do evento é: bos17.com.

Dica do Creative Review.

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